domingo, 25 de setembro de 2022

FORMAÇÃO CONTÍNUA - Filme O Sorriso de Monalisa

Avaliar as práticas em sala de aula a partir da análise de filme.



(pôster do filme O Sorriso de Monalisa)



O filme O Sorriso de Monalisa é citado nos documentos escolares como parte da proposta de formação contínua a partir da reflexão sobre seu enredo. 

Já havia visto o filme uma vez e resolvi rever para refletir de modo mais sistematizado sobre a prática pedagógica. E valeu muito a pena: roteiro impecável, cenografia preciosa, fiel retrato social da década de 50 e, além de tudo, uma obra que tm muito a dizer sobre a realidade escolar.

Sinopse do filme:

"Katharine Watson (Julia Roberts) é uma recém-graduada professora que consegue emprego no conceituado colégio Wellesley, para lecionar aulas de História da Arte. Incomodada com o conservadorismo da sociedade e do próprio colégio em que trabalha, Katharine decide lutar contra estas normas e acaba inspirando suas alunas a enfrentarem os desafios da vida."



Comentário pessoal sobre o enredo e a prática pedagógica

Do ponto de vista pedagógico, penso que a maior contribuição do filme está em vermos o quanto é importante planejar nossas ações a partir do perfil dos nossos alunos. No enredo do filme, a professora, vivida por Julia Roberts observa que aquelas meninas tinham muitos conhecimentos sobre arte, mas pouco conhecimento sobre sua condição na sociedade dos anos 50. Ela, então, decide optar por incentivar suas alunos a serem livres para fazer suas escolhas e a lutarem para exercer suas variadas vocações, e não sujeitar-se ao lugar deixado para elas na sociedade, que se limitava ao lar, aos futuros maridos e filhos.

Do mesmo modo, nossos alunos trazem suas vivências para a escola e, se conseguirmos estabelecer uma conexão entre nossa prática e as necessidades dos estudantes, o fazer pedagógico ganhará novo sentido. Creio que é o que temos tentado fazer no momento em que flexibilizamos o currículo, somando novas competências que atendam às suas reais necessidades, como a inserção de temas relacionados à saúde mental, por exemplo. Contudo, refletir, planejar e replanejar exigem tempo, e hoje em dia o que um professor menos tem é tempo, já que realiza uma longa jornada semanal e pouco tempo sobra para estudo. Desta forma, um fazer pedagógico que faça sentido para os alunos representa um desafio a ser superado, uma vez que essa flexibilização curricular nem sempre se refere a condições sociais, mas também, a conteúdos pontuais de nossas disciplinas. 







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