sábado, 17 de agosto de 2024

RESENHAS DE OBRAS SOBRE METODOLOGIAS ATIVAS

PRIMEIRA OBRA:

 
Esta obra possui duas partes, sendo que, na primeira, os autores trazem um histórico das metodologias ativas desde o seu surgimento até os dias de hoje e fazem reflexões sobre a importância de seu uso nos dias atuais. Na segunda parte, são apresentadas 43 metodologias ativas diversas com breves descrições de como praticá-las.

Pareceu-me importante observar a impressão que tive de que nem todas as metodologias ativas podem ser aplicadas a uma determinada disciplina, da mesma forma que nem todas atenderão ao perfil do professor que as colocará em prática. Logo, o docente terá de selecionar aquelas que julgar viáveis ao seu contexto. 

É oportuno, também, mencionar que as metodologias ativas nem sempre estão relacionadas a tecnologias, mas todas partem de uma concepção construtivista da aprendizagem em que o aluno é o centro do processo. Sendo assim, toda prática que fuja do modelo expositivo tradicional se aproxima, de alguma maneira, ao modelo ativo de aprendizagem.

Levando em consideração essa observação, creio que poderei incorporar em minhas práticas a curto, médio e longo prazos, as seguintes estratégias, tal como foram apresentadas ou de maneira adaptada:

- Uso de aplicativos na educação (p. 28-32);
- Mapa mental (p. 81-82);
- Paleta de cores com uso de artigo científico (p. 85-89);
- Planejamento de escrita científica por meio de diagrama (p. 95-96);
- Quadro sinóptico (p. 103-105);
- Timeline (p. 116-117);

      Imagens da obra - Mapa mental


 

Imagens da obra - Aplicativos na educação


     


Imagens da obra - Quadro sinóptico


 


SEGUNDA OBRA:

   

Nesta obra, os próprios criadores da metodologia sala de aula invertida realizam um aprofundamento do tema, mostrando como colocá-la em prática no cotidiano da sala de aula. Os primeiros 4 capítulos possuem uma contextualização histórica da sala de aula invertida e  trazem uma reflexão sobre por que inverter a sala de aula e como implementá-la. 

Sobre essa implementação, os autores se dedicam a tratar da elaboração ou do uso de vídeos de outros professores como dever de casa. A respeito da produção de vídeos, apresentam um série de equipamentos que podem ser utilizados (p. 33-37), bem como, quais são as fases de produção de um vídeo, incluindo algumas dicas de abordagem de conteúdo (p. 37-42). A gestão do tempo na aula também é um tema discutido pelos autores no final do quarto capítulo.

Na segunda metade do livro (capítulos 5 a 9), os autores tratam da dinâmica da sala invertida, cujo objetivo central é que cada aluno consiga alcançar um objetivo em comum de aprendizagem, porém em seu próprio ritmo. Para isso, o professor deve dividir o seu trabalho entre duas frentes: preparação/indicação de material de estudo que antecede à aula e, depois, o trabalho em sala de aula, momento oportuno de orientar cada aluno em relação a seu percurso individual e de realizar algumas práticas coletivas, como esclarecimento de dúvidas sobre os vídeos vistos pelos alunos.

Durante a exposição do método de sala de aula invertida, é possível notar que sua abrangência não se limita à abordagem de conteúdos, mas avança em termos de gestão de sala de aula e avaliação da aprendizagem. O método fortalece a interação entre todos os sujeitos no processo e abre diversas possibilidades de verificação da aprendizagem. Segundo os especialistas, é possível propor diferentes meios aos alunos para demonstrarem sua compreensão, como, exames somativos, discussões, apresentações em Power Point, vídeos curtos, compreensão por escrito em prosa, dentre outros que os alunos queiram utilizar (p. 64).

Diante do destaque dos pontos acima, considero a sala de aula invertida uma metodologia ativa de grande potencial na dinamização das práticas escolares. Contudo, exige do professor certo grau de domínio de instrumentos e ferramentas digitais (elaboração de vídeos, avaliações em formulários digitais etc), além de que requer disposição de tempo para elaboração dos materiais e avaliações. No entanto, na impossibilidade de aplicar a metodologia da maneira como foi apresentada pelos especialistas, é possível praticar algumas ações desse método, adaptando-o ao nosso contexto, ao que nossa realidade permite, como, por exemplo, a exibição de vídeos de outros professores e a verificação do conteúdo por meio de atividade escrita ou oral, prática que já efetuo em meu dia a dia, porém a realizo em sala de aula, uma vez que atividades domiciliares representam um grande desafio para a escola atual, sobretudo nas escolas integrais, onde o aluno permanece por muito mais tempo na escola e não tem disposição para estudar em casa. Seria o caso de estabelecer algum projeto na escola que propicie aos alunos um tempo para estudar?

                  Imagens da obra




          
TERCEIRA OBRA:

CURRÍCULO EM AÇÃO - LINGUAGENS E CÓDIGOS
(CADERNO DO PROFESSOR)

O caderno possui uma seção sobre os pressupostos teórico-metodológicos que embasam o material didático, entre eles o conceito de metodologias ativas, utilizando 3 páginas para expor sobre o tema (SEE: 2022, p. 13-16). 

Nesta abordagem teórica, informa-se que as metodologias ativas fazem parte das sequências didáticas do caderno, e cita uma breve descrição das principais incluídas no material, sendo:

Aprendizagem baseada em equipes (ABE);

- Aprendizagem baseada em projetos (PBL);
- Apresentação de Seminário;
- Aula expositiva dialogada;
- Debate;
Mapa mental/conceitual;
- Métodos (ou estudo) de caso;
- Produção de Blog;
- Sala de aula invertida;
- Simulações;
- Situação-Problema.
Além das práticas acima, são citadas outras, porém não há descrições sobre estas últimas, conforme podemos ver neste trecho:
"Estratégias e Metodologias Ativas de Aprendizagem: São processos amplos que podem englobar diferentes práticas em sala de aula como formas de interagir, dialogar e mobilizar conhecimentos. Entre as metodologias ativas podemos citar: PBL (Aprendizagem Baseada em Problemas), Estudos de Caso, Estudo Dirigido, Brainstorming, Demonstrações e Simulações, Organização e Apresentação de Seminários, Sala de Aula Invertida, Pense-Pare-Compartilhe, Word Café, Produção de Blog, Rotação por Estações, entre outras. Em comum todas têm o objetivo de fazer do estudante o protagonista de seu percurso de aprendizagem, pelo comprometimento dele com os estudos. O professor transforma-se no mediador desse processo, ao utilizar essas ferramentas para facilitar o aprendizado do estudante. A ideia central é estimular uma maior participação e responsabilidade pela construção do próprio saber dentro e fora da sala de aula." (SEE: 2022, p. 13).

IMAGENS DO MATERIAL EM PDF
(PÁGINAS 14 E 15):


domingo, 5 de maio de 2024

Machado de Assis e outros clássicos para jovens


IMAGENS DO LIVRO


A LEITURA

Em voz alta, silenciosamente, solítário, em duplas, para a classe, cada um revelou o seu jeitinho preferido de ler... Eu dizia para os alunos que todo brasileiro deveria ler pelo menos um livro de Machado de Assis, nosso mais famoso e importante escritor, inclusive internacionalmente, devido suas obras geniais serem traduzidas para vários idiomas, um clássico!

O fato é que ler Machado pela primeira vez é certamente uma experiência diferenciada, devido à linguagem da época e ao modo específico de escrever do autor; nestas aulas, porém, pudemos contar com a versão em quadrinhos do romance Dom Casmurro, do qual temos muitos exemplares na biblioteca escolar, o que, sem dúvida, deu uma boa pitada de motivação nos alunos! 

OS ALUNOS 

2ª E 3ª SÉRIES









































LEITURA DOS CLÁSSICOS